Dedico este post para quem admiro muito por sua garra e por superar a cada dia os obstáculos diários com sabedoria e bom humor!
Dedico este post também à todas as pessoas que batalham todos os dias e que depois de um dia ruim conseguem levantar no dia seguinte e continuar a luta!
Pessoas comuns que trabalham todos os dias para pagar as contas no final do mês! Penso em quando era uma adolescente (quanto tempo atrás!) e não possuía preocupações com relação ao tempo, ao dinheiro e o futuro a longo prazo. Como somos imediatistas quando somos jovens! Como tudo parece mais fácil quando somos jovens! Ou será que complicamos a vida por esperarmos mais dela?
Reflito sobre a loucura de nosso dia-a-dia: tudo o que fazemos em 24 horas; quanto tempo nos dedicamos à nós mesmos todos os dias; quanto tempo temos para almoçar, para curtir nossos filhos e parceiros; quanto tempo dormimos todas as noites e quanto tempo reservamos para o lazer, para o ato de não fazer nada por algum período de tempo...
Na maioria das vezes, chegamos em casa cansados, depois de um longo dia de trabalho e temos tantas coisas para fazer e nos preocupar... filhos para cuidar, janta para fazer, trabalhos, estudos, ajudar os filhos nas lições de casa, arrumar as coisas para o dia seguinte... além das demais preocupações... que podem ou não estar relacionadas com a família...
Chego no final do dia e depois de tantas obrigações e deveres a realizar quando chego em casa, tenho me perguntado quanto tempo tenho reservado para mim mesma, para a minha filha e minha família... Depois de um dia inteiro cuidando de crianças e dando atenção à elas, reflito nas necessidades de minha filha... que ela, assim como as outras, demandam atenção, tempo e dedicação dentro e fora de casa...
Por isto, me pergunto todos os dias... qual a qualidade da atenção que tenho dado à ela? O período de tempo não é o mais importante... podemos ficar horas com nosso filho, mas sem realmente estar com ele, sem nos atentarmos nas reais demandas deste... ou podemos passar meia hora lendo uma história e ouvindo o que ele tem a nos dizer, perguntando e ouvindo como foi seu dia... curtindo este momento juntos, deixando as outras preocupações cotidianas um pouco de lado! Este exercício de estar junto, realmente estando junto, dedicando um pouco de seu tempo mesmo estando cansado, muitas vezes é difícil, mas não deve se tornar algo impraticável ao longo do tempo!
Não adie o tempo que você pode passar ao lado de seu filho ou de suas pessoas queridas! Os filhos crescem mais rápido do que pensamos...
Não deixe para depois aquilo que podemos dizer hoje... e o que podemos fazer hoje! Ame, perdoe e supere! Não levamos nada desta vida além daquilo que vivemos e das lembranças das pessoas que amamos!
Por Cris Chechetto
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
A crise dos 5 anos...
Dedico esta postagem à uma amiga...
Pensar em relacionamentos amorosos é mais complexo do que pensamos... falo da crise dos 5 anos porque, assim como minha amiga está passando, eu também passei por ela... mas as crises em relacionamentos podem ocorrer a qualquer tempo, depois de dias, meses, anos...
Quando falo em crise, me refiro aos questionamentos que passamos a ter depois de algum tempo em um relacionamento... esta crise pode ser por inúmeros motivos... chega um momento em que nos questionamos sobre o nosso futuro e muitas vezes, nosso ritmo é diferente do nosso parceiro, o que nos leva a refletirmos até que ponto estamos preparados para lidar com as diferenças.
O mais difícil em um relacionamento é a relação que estabelecemos com nós mesmos. É na relação com o outro que conhecemos nossas dificuldades e aquilo que necessitamos melhorar em nós mesmos e, na maioria das vezes, assumir que não somos perfeitos para nós e para o outro é muito difícil.
O que ocorreu comigo anos atrás foi repensar até que ponto eu estaria preparada para assumir um compromisso maior, de casamento... falar em casamento possui um certo "glamour", escolher o vestido de noiva, dia da noiva, festa... já passei por esta fase e digo que valeu a pena! Mas o real compromisso vai além das comemorações do casamento e da felicidade em estar em lua-de-mel... assumir um compromisso com uma outra pessoa implica em considerarmos que o outro também possui interesses individuais e aspirações futuras e respeitar as escolhas do outro nem sempre é uma tarefa fácil. Porque em um relacionamento com compromisso, as escolhas que fazemos e as decisões que tomamos implicam este respeito com o outro.
A decisão de um compromisso mais sério não é tarefa fácil. Não é como jogar na loteria e um dia ver se acertamos na escolha... não é como: "vamos ver no que vai dar" de forma descompromissada. Pensar em casamento sem pensar em como sustentá-lo pode não ter resultados positivos. Pesquisas dizem que a maior queixa de brigas entre casais é a questão financeira, portanto pensar em casamento é lindo, mas deixar para depois decisões como: quem vai pagar as contas no final do mês? onde vamos morar? você pode arcar com as maiores despesas? teremos dinheiro no final do mês para ir ao cinema?- casamento também envolve negociações, não do tipo bancárias e mecânicas, mas deve envolver o diálogo constante e ter clareza das responsabilidades de cada um...
Amar é bom demais, mas assumir os compromissos deste amor podem ser melhores se conseguimos ter um diálogo com nosso parceiro, dividindo as nossas angústias enquanto ser humano e aceitando o outro em suas diferenças. Falar é muito fácil, mas assumir este compromisso na vida cotidiana é um desafio que enfrentamos todos os dias...
Por Cristiane Chechetto
Pensar em relacionamentos amorosos é mais complexo do que pensamos... falo da crise dos 5 anos porque, assim como minha amiga está passando, eu também passei por ela... mas as crises em relacionamentos podem ocorrer a qualquer tempo, depois de dias, meses, anos...
Quando falo em crise, me refiro aos questionamentos que passamos a ter depois de algum tempo em um relacionamento... esta crise pode ser por inúmeros motivos... chega um momento em que nos questionamos sobre o nosso futuro e muitas vezes, nosso ritmo é diferente do nosso parceiro, o que nos leva a refletirmos até que ponto estamos preparados para lidar com as diferenças.
O mais difícil em um relacionamento é a relação que estabelecemos com nós mesmos. É na relação com o outro que conhecemos nossas dificuldades e aquilo que necessitamos melhorar em nós mesmos e, na maioria das vezes, assumir que não somos perfeitos para nós e para o outro é muito difícil.
O que ocorreu comigo anos atrás foi repensar até que ponto eu estaria preparada para assumir um compromisso maior, de casamento... falar em casamento possui um certo "glamour", escolher o vestido de noiva, dia da noiva, festa... já passei por esta fase e digo que valeu a pena! Mas o real compromisso vai além das comemorações do casamento e da felicidade em estar em lua-de-mel... assumir um compromisso com uma outra pessoa implica em considerarmos que o outro também possui interesses individuais e aspirações futuras e respeitar as escolhas do outro nem sempre é uma tarefa fácil. Porque em um relacionamento com compromisso, as escolhas que fazemos e as decisões que tomamos implicam este respeito com o outro.
A decisão de um compromisso mais sério não é tarefa fácil. Não é como jogar na loteria e um dia ver se acertamos na escolha... não é como: "vamos ver no que vai dar" de forma descompromissada. Pensar em casamento sem pensar em como sustentá-lo pode não ter resultados positivos. Pesquisas dizem que a maior queixa de brigas entre casais é a questão financeira, portanto pensar em casamento é lindo, mas deixar para depois decisões como: quem vai pagar as contas no final do mês? onde vamos morar? você pode arcar com as maiores despesas? teremos dinheiro no final do mês para ir ao cinema?- casamento também envolve negociações, não do tipo bancárias e mecânicas, mas deve envolver o diálogo constante e ter clareza das responsabilidades de cada um...
Amar é bom demais, mas assumir os compromissos deste amor podem ser melhores se conseguimos ter um diálogo com nosso parceiro, dividindo as nossas angústias enquanto ser humano e aceitando o outro em suas diferenças. Falar é muito fácil, mas assumir este compromisso na vida cotidiana é um desafio que enfrentamos todos os dias...
Por Cristiane Chechetto
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